Maranhão é o 2º estado do país com maior aumento de pessoas desaparecidas, aponta Anuário de Segurança
23/07/2026
(Foto: Reprodução) Agatha Isabele e Alan Michael estão desaparecidos há seis meses.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALO Maranhão é o segundo estado do país com o maior aumento no número de pessoas desaparecidas em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).De acordo com o levantamento, o estado registrou 244 casos de desaparecimento no ano passado, um crescimento de 29,8% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 198 ocorrências.O Maranhão fica atrás apenas de Minas Gerais que registrou aumento de 30,5% nos casos. Em seguida aparece o Piauí com crescimento de 20,5%.Em todo o país, foram registrados 84.269 desaparecimentos em 2025, alta de 3,6% em comparação com o ano anterior. A taxa nacional foi de 39,5 pessoas desaparecidas para cada 100 mil habitantes.➡️ O Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne, anualmente, dados sobre criminalidade e violência com base nas informações enviadas pelas secretarias de Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal e é considerado uma das principais referências nacionais sobre o tema.O relatório ressalta que o aumento no número de pessoas desaparecidas não pode ser atribuído a uma única causa. Segundo o estudo, diferentes fatores podem estar relacionados ao crescimento dos registros.O que é considerado desaparecimento?🔍 De acordo com a Lei nº 13.812/2019, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, é considerada desaparecida toda pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa do desaparecimento, até que sua localização e identificação sejam confirmadas por meios físicos ou científicos.Seis meses sem respostasOs números refletem histórias como a dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Seis meses depois, o caso continua sem solução.Em entrevista ao g1, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, relatou a angústia provocada pela falta de informações sobre o paradeiro dos filhos.Até o momento, não há pistas sobre o que aconteceu com as crianças. Familiares e moradores da comunidade afirmam viver a frustração diante da ausência de respostas para o desaparecimento."A polícia diz que está fazendo o possível e o impossível para tentar descobrir, mas até agora não há pistas de onde estão os meus filhos", disse a mãe.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALLEIA TAMBÉMUma das três crianças que estavam desaparecidas é encontrada com vida no MaranhãoComo é a "casa caída" onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MASem pistas há dez dias, mãe de crianças desaparecidas no Maranhão vive dias de angústia: "Dor que não desejo para ninguém"Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), citado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a principal característica do desaparecimento é a incerteza permanente sobre o paradeiro e as condições da pessoa desaparecida. A falta de confirmação sobre a vida ou a morte da vítima prolonga indefinidamente a espera por respostas.O relatório destaca que essa situação afeta diretamente a saúde mental e emocional dos familiares, que convivem simultaneamente com esperança, angústia, culpa e medo, dificultando a elaboração do luto e a reorganização da rotina.Após o desaparecimento dos irmãos, uma força-tarefa foi mobilizada em Bacabal. Bombeiros, policiais militares, delegados e investigadores se uniram a cerca de 2 mil pessoas nas buscas realizadas por terra e por água. As operações contaram ainda com o apoio de helicópteros e drones, mas as crianças não foram localizadas.Em nota, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que o inquérito sobre o desaparecimento das crianças ainda não foi concluído. Segundo a corporação, as investigações continuam sendo conduzidas por uma comissão criada especificamente para apurar o caso.A polícia afirmou que, até o momento, não é possível apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas sobre o desaparecimento e destacou que todas as informações recebidas continuam sendo verificadas.Queda nas mortes violentasO Anuário Brasileiro de Segurança Pública também aponta uma redução de 2,2% na taxa de mortes violentas intencionais (MVI) no Maranhão em 2025, em comparação com o ano anterior.Segundo o levantamento, o estado registrou 2.126 mortes violentas em 2024. Em 2025, esse número caiu para 2.082, acompanhando a tendência nacional de redução desse tipo de crime.O indicador de mortes violentas intencionais reúne os casos de homicídio doloso (quando há intenção de matar), latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, tanto em serviço quanto fora dele. - VÊ SE T
O Maranhão é o segundo estado do país com o maior aumento no número de pessoas desaparecidas em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o levantamento, o estado registrou 1182 casos de desaparecimento no ano passado, um crescimento de 29,8% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 910 ocorrências.
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O Maranhão fica atrás apenas de Minas Gerais que registrou aumento de 30,5% nos casos. Em seguida aparece o Piauí com crescimento de 20,5%.
Em todo o país, foram registrados 84.269 desaparecimentos em 2025, alta de 3,6% em comparação com o ano anterior. A taxa nacional foi de 39,5 pessoas desaparecidas para cada 100 mil habitantes.
➡️ O Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne, anualmente, dados sobre criminalidade e violência com base nas informações enviadas pelas secretarias de Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal e é considerado uma das principais referências nacionais sobre o tema.
Veja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos, segundo dados do Anuário de Segurança
O relatório ressalta que o aumento no número de pessoas desaparecidas não pode ser atribuído a uma única causa. Segundo o estudo, diferentes fatores podem estar relacionados ao crescimento dos registros.
O que é considerado desaparecimento?
🔍 De acordo com a Lei nº 13.812/2019, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, é considerada desaparecida toda pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa do desaparecimento, até que sua localização e identificação sejam confirmadas por meios físicos ou científicos.
Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), não existe prazo mínimo para que uma pessoa seja considerada desaparecida. Em cartilha sobre a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, o órgão orienta que o boletim de ocorrência deve ser registrado imediatamente após a comunicação do desaparecimento.
A publicação destaca ainda que as instituições de segurança pública têm o dever de receber o registro da ocorrência e dar início às investigações de forma prioritária. As buscas só devem ser encerradas quando a pessoa desaparecida for localizada.
Seis meses sem respostas
Buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão
Os números refletem histórias como a dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Seis meses depois, o caso continua sem solução.
Em entrevista ao g1, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, relatou a angústia provocada pela falta de informações sobre o paradeiro dos filhos.
Até o momento, não há pistas sobre o que aconteceu com as crianças. Familiares e moradores da comunidade afirmam viver a frustração diante da ausência de respostas para o desaparecimento.
"A polícia diz que está fazendo o possível e o impossível para tentar descobrir, mas até agora não há pistas de onde estão os meus filhos", disse a mãe.
Clarice Cardoso, mãe de Àgatha e Allan
Reprodução
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Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), citado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a principal característica do desaparecimento é a incerteza permanente sobre o paradeiro e as condições da pessoa desaparecida. A falta de confirmação sobre a vida ou a morte da vítima prolonga indefinidamente a espera por respostas.
O relatório destaca que essa situação afeta diretamente a saúde mental e emocional dos familiares, que convivem simultaneamente com esperança, angústia, culpa e medo, dificultando a elaboração do luto e a reorganização da rotina.
Após o desaparecimento dos irmãos, uma força-tarefa foi mobilizada em Bacabal. Bombeiros, policiais militares, delegados e investigadores se uniram a cerca de 2 mil pessoas nas buscas realizadas por terra e por água. As operações contaram ainda com o apoio de helicópteros e drones, mas as crianças não foram localizadas.
Em nota, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que o inquérito sobre o desaparecimento das crianças ainda não foi concluído. Segundo a corporação, as investigações continuam sendo conduzidas por uma comissão criada especificamente para apurar o caso.
A polícia afirmou que, até o momento, não é possível apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas sobre o desaparecimento e destacou que todas as informações recebidas continuam sendo verificadas.
Queda nas mortes violentas
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também aponta uma redução de 2,2% na taxa de mortes violentas intencionais (MVI) no Maranhão em 2025, em comparação com o ano anterior.
Segundo o levantamento, o estado registrou 2.126 mortes violentas em 2024. Em 2025, esse número caiu para 2.082, acompanhando a tendência nacional de redução desse tipo de crime.
🔎 São classificadas como mortes violentas intencionais: homicídios dolosos (com intenção de matar), feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais.
A liderança do ranking permanece com Maranguape (CE), município mais violento em 2025: são 100,3 mortes violentas intencionais cometidas a cada 100 mil habitantes, uma alta em comparação às 80 por 100 mil registradas em 2024.
Em todo o país, 19 estados e o Distrito Federal tiveram queda nas taxas, enquanto sete deles apresentaram alta. Veja no infográfico abaixo:
Mapa mostra a taxa de mortes violentas em cada estado e no Brasil
Arte/g1