Cachorro é submetido à eutanásia após ter boca dilacerada por disparo; tutor aponta ex-militar como suspeito
23/07/2026
(Foto: Reprodução) Um cachorro morreu após ter a mandíbula fraturada e a língua dilacerada por um disparo na zona rural de Timon, no Maranhão.
Arquivo pessoal
Um cachorro, identificado como Bob, morreu após ter a mandíbula fraturada e a língua dilacerada por um disparo na zona rural de Timon, no Maranhão. O tiro ocorreu no dia 15 de julho e, dois dias depois, em 17 de julho, veterinários indicaram a eutanásia diante das poucas chances de recuperação.
Segundo o tutor, Ageu Alves de Carvalho, estudante de Medicina Veterinária, o tiro teria sido efetuado por um ex-policial militar. O caso é investigado pelas Polícias Civis do Piauí e do Maranhão.
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Após a morte do animal, Ageu procurou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em Teresina (PI), para comunicar o caso e solicitar que o corpo fosse encaminhado para perícia.
Cachorro foi encontrado ferido após disparo
Segundo o tutor, moradores da região ouviram um tiro e, logo depois, os sons do cachorro gritando. Após o disparo, Bob desapareceu. O animal só voltou para casa no dia seguinte, quando a família percebeu que ele estava gravemente machucado.
Ageu relatou que, após encontrar o cachorro, levou o animal para atendimento veterinário em Teresina e registrou uma ocorrência no 2º Distrito Policial de Timon.
O tutor afirma ainda que um veículo ligado ao suspeito teria passado pela residência pouco tempo depois do disparo.
Lesões impediram recuperação do animal
A avaliação veterinária identificou diversos danos causados pelo tiro. O ferimento atingiu a região da mandíbula, provocou fraturas nos dois lados do osso e causou uma lesão extensa na língua.
O animal também teve comprometimento do palato e de outros tecidos da cavidade oral. O projétil permaneceu alojado na região maxilomandibular.
Além dos traumas físicos, Bob apresentava alterações clínicas, como anemia, baixa quantidade de plaquetas e aumento de células de defesa no sangue, além de sinais de dor intensa.
“Quebrou a mandíbula dos dois lados e lacerou a língua. O projétil ficou alojado na região da mandíbula. Quando fui ao ortopedista, ele explicou que seria uma cirurgia extremamente complexa e que o prognóstico era reservado a ruim”, contou Ageu.
O relatório veterinário classificou o caso como um trauma de alta energia, com danos severos nas estruturas ósseas e nos tecidos atingidos.
Veterinários optaram por procedimento para evitar sofrimento
De acordo com a equipe responsável pelo atendimento, as alternativas de tratamento envolveriam procedimentos complexos, longo período de recuperação e ainda sem garantia de recuperação funcional.
Após avaliar o quadro do animal junto ao tutor, os profissionais recomendaram a eutanásia humanitária.
“Acabou sendo optado pela eutanásia para preservar o bem-estar dele e evitar mais sofrimento”, afirmou Ageu.
Antes do procedimento, o tutor pediu que o corpo fosse encaminhado para análise pericial. A família aguarda o resultado do exame, que deve contribuir para o andamento da investigação.
Tutor relata outro ataque contra Bob
Ageu afirmou que este não teria sido o primeiro episódio envolvendo o cachorro. Segundo ele, Bob já havia sido atingido por um disparo no ano passado, mas o ferimento foi superficial e o tratamento ocorreu em casa.
Uma moradora da região, que não quis se identificar, afirmou que o homem apontado pelo tutor já teria sido relacionado a outros casos de maus-tratos contra animais. Segundo ela, outros moradores também teriam enfrentado situações semelhantes.
“Ele maltratava os meus bichos. Uma vez matou cinco frangos meus e chegou a deixar uma galinha espetada na cerca. As cachorras pariam e, segundo os moradores, ele colocava os filhotes em sacos e jogava no riacho”, relatou.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado por meio de um inquérito instaurado no 2º Distrito Policial de Timon.
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